Apresentação
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21/09/2018

Fazendo a contabilidade de pequenas e médias empresas por mais de 30 anos, pude observar com atenção diferentes comportamentos e práticas empresariais de sucesso e de fracasso.

Ao abrirmos empresas em diferentes segmentos da economia, foi e ainda [ ... ]

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Tamborete
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21/09/2018

No sertão, de onde eu vim, é muito comum o uso de Tamboretes (ainda que hoje não seja tão comum quanto já foi).

O sertão também se caracteriza pela limitação e pela escassez, causados principalmente por nossa incompetência em aprender a [ ... ]

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Apresentação

Fazendo a contabilidade de pequenas e médias empresas por mais de 30 anos, pude observar com atenção diferentes comportamentos e práticas empresariais de sucesso e de fracasso.

Ao abrirmos empresas em diferentes segmentos da economia, foi e ainda é comum vermos algumas se tornarem exemplos de sucesso, enquanto outras naufragam nos primeiros anos de operação. Em ambos os casos, as causas são os próprios conhecimentos, as habilidades e as atitudes de seus proprietários.

Considero que para o contador atento, o negócio do seu cliente é um valioso campo de observação de tecnologias, comportamentos e hábitos que levam os empresários ao sucesso. Ao mesmo tempo pode observar um conjunto de experiências dolorosas, mas que podem levar ao aprendizado.

Percebo que aqueles que tiveram sucesso no seu negócio já conheciam práticas eficazes de negócios que funcionavam para sua empresa e com isso obtinham bons resultados. Por outro lado, outros que utilizavam práticas inadequadas não necessariamente entravam em uma trajetória de fracasso e sim em um processo de aprendizado e oportunidade de mudança. Aqueles que eram suficientemente humildes para aceitar e corrigir seus erros davam a volta por cima e viravam o jogo. Outros, afivelados a seus comportamentos e adversos a novos aprendizados e a mudanças, fracassavam dolorosamente.

Eu falo dolorosamente porque o Contador desenvolve o hábito do bom marinheiro - nunca abandona o barco e está sempre pronto a afundar com o Capitão. O Contador puxa para si um pouco da dor do empresário fracassado, porque parte da responsabilidade também é dele. Do mesmo modo que ele participa do início do negócio cuidando da burocracia de legalizar a empresa e ajudar no Plano de Negócio de ver a empresa nascer e dar seus primeiros passos, ele também está junto do empresário no momento de fechar o negócio, o que na maioria das vezes é bastante doloroso. Dívidas com fornecedores, sistema tributário complexo e egoísta, impostos exorbitantes, ações trabalhistas, noites mal dormidas. Tudo isso é parte do cenário de um negócio em decadência.

Nestes muitos anos de trabalho e observação vi também empresas se desmancharem com a mesma naturalidade de um dia que vai se transformando em noite. Esse tipo de operação tem cenário bem diferente. Em nossos dias de muitas mudanças e rápidas transições tecnológicas, tem sido muito comum empresas quebrarem com essa naturalidade. A causa, nesses casos, se justifica pela obsolescência dos produtos ou serviços por ela comercializados.

Um dos casos mais clássicos da história recente, que acompanhei apenas pela mídia, foi o da Kodak. A empresa, líder mundial no ramo da fotografia, desapareceu do mercado com a inovação da telefonia celular, que trouxe aparelhos que se tornaram também os substitutos naturais da Kodak no ramo da fotografia.

Ao longo de todos esses anos de experiências práticas e de vários fracassos pessoais, pude, aos poucos, arquivar princípios e práticas de negócios que podem levar uma empresa ao sucesso e até mesmo imortalizá-la no tempo e no espaço.

Acredite você ou não, não se trata de conhecimento complexo e acessível apenas a técnicos com formação acadêmica e especialistas em negócios. Não, não se trata disso. O conhecimento acadêmico é fundamental na formação do empresário, mas é insuficiente para fazer dele ou dela um Homem ou uma Mulher de sucesso.

Pois bem, esse conjunto de princípios e práticas acumulados na minha jornada de contador eu chamarei de Poli Tecnologia Empresarial (POTE). Tratam-se de ideias comuns e conhecimentos práticos e simples aplicados de forma sistemática e consistente.

Esse blog foi criado para fornecer informações importantes para seu dia-a-dia de empresária ou empresário e compartilhar com você o conteúdo do POTE.

Bem-vind@ ao POTE.

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Tamborete

No sertão, de onde eu vim, é muito comum o uso de Tamboretes (ainda que hoje não seja tão comum quanto já foi).

O sertão também se caracteriza pela limitação e pela escassez, causados principalmente por nossa incompetência em aprender a conviver com as adversidades da natureza, com as características geográficas e climáticas do nosso mundo.

Sei que em algum momento do futuro, através da nossa tecnologia de convivência com o planeta, vamos eliminar a escassez do nosso dia a dia, eliminando inclusive o uso comum desse conceito. Todavia, ainda estamos a caminho desse tempo e precisamos conviver com ela.

Porém, o Tamborete é um bom e simples exemplo do que já temos de tecnologia de convivência em nosso planeta. Para você que não conhece ou nunca ouviu falar, o Tamborete é apenas um banquinho de assento individual. Aqui no Sudeste, região mais desenvolvida do nosso país, esses banquinhos comumente têm quatro pés. No sertão, de onde vim, os Tamboretes têm apenas três pés. Tudo me levava a crer que era por causa da escassez.

Todavia, um Engenheiro estrutural, amigo nosso e cliente da Polifisc, com quem tive a oportunidade de falar sobre o Tamborete, me garantiu que a estrutura com três bases é muito mais estável que a de quarto. Ele me explicou que qualquer peso sustentado em três base estabilizadas nos ângulos adequados oferece muita mais sustentação. Foi aí que percebi que a sabedoria do sertanejo concebeu o Tamborete em três bases, equalizando a escassez e estabilidade com eficácia e sustentabilidade.

Negócio de sucesso é como um Tamborete.

Se sua empresa foi aberta na Polifisc, provavelmente alguém já lhe apresentou a figura do Tamborete como um exemplo ilustrativo de bases sólidas e sustentáveis.

Sua empresa precisa ter três bases sólidas para se tornar sustentável no tempo e no mercado onde atua. A ideia é simples. As três bases são áreas de atuação nas quais o empresário precisa estar sempre atento.


a) Área Operacional: Não importa se sua empresa vende produtos ou serviços, a área operacional diz respeito ao que você produz ou cria, que gera seu faturamento todo mês.

b) Área Comercial: Não importa qual é o seu produto ou serviço, se você não oferecer e trocar por dinheiro com alguém que o deseja, seu negócio irá naufragar.

c) Área de Gestão: Você precisa administrar seu negócio. No Pote, administrar significa integrar sua área Operacional e Comercial com o mercado onde você atua, usando ferramentas adequadas e adaptadas a sua empresa.


Se você compreender esses conceitos e conseguir colocá-los em prática em seu negócio, acredite, terá uma empresa com espaço garantido no mercado, agora e no futuro. Tamborete não cai.

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